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Brasil e Chile constroem parceria em educação a distância

Uma delegação composta por três representantes do Ministério da Educação do Chile visitou na semana passada a sede da Secretaria de Educação a Distância do MEC. A equipe veio conhecer de perto a experiência do governo brasileiro em educação a distância, passo importante para a construção de uma parceria entre os dois países neste setor.
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Durante dois dias de reuniões técnicas, a delegação foi apresentada às principais políticas brasileiras na área de produção de conteúdos educacionais, infra-estrutura para instalação das Tecnologias da Informação e Comunicação nas escolas públicas e formação de professores para utilizar as diversas mídias no processo de ensino e aprendizagem.
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Os representantes do governo chileno tiveram, ainda, a oportunidade de conhecer pessoalmente escolas públicas e Núcleos de Tecnologia Educacional implantados pelo Ministério da Educação no Distrito Federal ― uma amostra do que vem sendo feito pelo MEC em todo o país.
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A visita da delegação do Chile ocorre três meses depois de uma equipe do MEC ter feito visita semelhante ao país andino. “Em setembro, tivemos a oportunidade de conhecer escolas chilenas e os projetos que eles têm desenvolvido nesta área. Agora foi a vez de eles conhecerem a nossa política nacional para a educação a distância”, explica Carmen Prata, que coordena a Rede Interativa Virtual de Educação (Rived) ― iniciativa que tem por objetivo a produção de conteúdos pedagógicos em suporte digital.
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De acordo com a coordenadora, os dois encontros possibilitaram identificar o que é comum aos dois países nesta área e traçar um plano de trabalho para ações colaborativas que incluiriam a realização de projetos virtuais conjuntos entre alunos e professores chilenos e brasileiros, o compartilhamento de conteúdos pedagógicos e o intercâmbio de políticas na área de educação a distância.“Uma ação imediata seria o compartilhamento de recursos através do Banco Internacional de Recursos Multimídia que o MEC colocará no ar em breve”, explica a coordenadora, que vê um grande potencial no intercâmbio do Brasil com os demais países latino-americanos.
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“A expectativa do Brasil é poder compartilhar suas boas experiências no uso das tecnologias em educação e poder enriquecer suas ações com as experiências dos demais países da América Latina.”
Assessoria de Imprensa da Secretaria de Educação a Distância

Cacique Raoni e a EaD

O cacique Raoni iniciou um programa para lançar os caiapós na pós-modernidade. A internet chegou há 15 dias ao Parque do Xingu. Atende oito das 35 aldeias por antena de rádio.

Raoni foi o primeiro a criar um e-mail. Entra todo dia na web para saber das notícias. Já teclou com o príncipe Charles da Inglaterra e o rei Albert da Bélgica.

Mas seu projeto é ousado. Raoni quer usar a internet na educação à distância para alfabetizar seu povo em caiapó, português e inglês.

Negocia a transferência de tecnologia e material didático com os navajos e os seminolles, dos Estados Unidos, e com os aborígenes da Austrália.

Governo Facilita Curso de Pós a Distância

Fábio Takahashi - Folha de S.Paulo

O Ministério da Educação decidiu diminuir a exigência para abertura de cursos de especialização (pós-graduação lato sensu) à distância no país. Agora, as universidades não precisarão mais ter um prédio com tutor (professor), biblioteca e estrutura de apoio ao estudante na região em que a pós-graduação é oferecida. Atualmente, para se abrir um curso nesse formato, é obrigatório que a instituição tenha essa estrutura (chamada oficialmente de pólo presencial).

O governo entendeu que a exigência era muito alta e desacelerava a expansão das matrículas na modalidade. Segundo o Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância, foram oferecidas 72.524 vagas de especialização à distância em 2004 (último dado disponível). Como comparação, a PUC-SP tem 15 mil alunos em especialização convencional (presencial).

A especialização é mais comum no setor privado. Não há dados oficiais do MEC. A alteração na área, antecipada à Folha, está presente em uma portaria assinada ontem pelo ministro da Educação do governo Lula, Fernando Haddad. A norma deve ser publicada hoje no Diário Oficial. A obrigatoriedade da estrutura de apoio será mantida para os cursos de graduação.

O secretário de Educação à Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, disse que a alteração atende a pedidos das universidades que oferecem a modalidade. As instituições reclamavam que a exigência inibia a abertura de vagas -um dos motivos é o custo para se manter a estrutura. Segundo Bielschowsky, a retirada da obrigatoriedade pôde ser feita porque "quem procura uma especialização já tem autonomia suficiente para poder estudar sozinho", ou seja, sem a presença física dos tutores.

Em geral, as escolas utilizam a internet para mostrar o quê o aluno deve estudar e também para tirar dúvidas (tutoria). "Um aluno de graduação ainda precisa de um acompanhamento mais de perto", afirmou. O secretário disse ainda que o aluno de pós-graduação tem uma condição financeira que lhe permite dispensar serviços oferecidos nos pólos.

Coordenador de um grupo da USP que pesquisou educação à distância, Carlos Alberto Dantas se mostrou contrário à mudança. "A educação à distância é positiva, mas o contato com o professor é fundamental. Só dessa forma você sente o entusiasmo, o impulso para melhorar. Para funcionar, precisa mesclar os dois formatos."

Fonte: ADCom Comunicação

Game Brasileiro Ensina Jovens a Distância

Existe quem ainda pense que os games não devem ser levados a sério. Certamente, estas pessoas deveriam conhecer o designer Leonardo Costa, 32, que se especializou em Computação Gráfica e Educação à Distância. "Gostava de jogos e tive a idéia de unir tecnologia, educação e game. Então, comecei a pensar em um curso parecido com um jogo", explica.

Trocando em miúdos, ele acreditou que era possível aprender brincando (ou brincar e aprender, se você preferir).Hoje, Costa lidera uma equipe de 12 pessoas que, com uma verba de R$ 200 mil, cedida pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), prepara "A Turma do Claudinho", um jogo utilizado pelo Senai para ensinar à distância jovens entre 14 e 16 anos.

Dentre as disciplinas, estão Português, Matemática, Redação, Sociologia e Educação Ambiental.

Na verdade, inicialmente "A Turma do Claudinho" era para ser uma minissérie, mas a versão em Flash deu tão certo, que logo veio a verba da Finep para viabilizar planos maiores. "Como nosso público era jovem, sentimos a necessidade de usar um jogo".

Ademais, é uma opção muito mais interativa.O RPG, em Flash, incluía até mesmo rankings online e, para a versão completa, virou um adventure em primeira pessoa com direito a animações filmadas por um elenco de atores reais. De acordo com o enredo, o jovem estudante Claudinho encontra um livro mágico, desaparece e seus amigos precisam resolver uma série de enigmas para tentar encontrá-lo.

Na segunda fase, por exemplo, é preciso entrar por uma porta, da escola, um funcionário da escola que faz a manutenção do local necessita de uma ferramenta para encontrá-la; o jogador tem que buscá-la, e aí entram questões sobre segurança no trabalho."A Turma do Claudinho" já foi empregado para ensinar jovens de cinco cidades do interior da Bahia e, com a nova versão, será distribuído em escolas do ensino médio.

A principal missão do game, a social, já está sendo cumprida.