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Educação a distância serve de alternativa, aponta especialista

A Educação a Distância (EaD) foi apontada por especialistas internacionais como a alternativa mais viável e eficiente para promover a capacitação de mão-de-obra qualificada nos lugares mais remotos. A conclusão foi divulgada no encerramento do 13º Congresso Internacional de Educação a Distância, na semana passada, no Cietep, em Curitiba (PR).

Promovido pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), o evento contou com o apoio do Sistema Fiep, por meio do Sesi e do Senai. "É preciso mudar a cultura, porque hoje o aluno pode aprender em qualquer lugar, em qualquer momento", considerou o professor canadense Mohamed Ally, da Athabasca University, palestrante no congresso. "A EaD nivela o ensino através do uso das tecnologias emergentes. Hoje, há um novo tipo de aluno no mundo e ele está nas localidades mais remotas. Então, é preciso chegar nesses alunos através da Internet sem fio. No Brasil, são 5.563 cidades e 60% da população está abaixo dos 30 anos. É preciso preparar essa população para ser produtiva no futuro", alertou o professor Ally. Alternativa "Precisamos de uma alternativa também para a educação primária. E a EaD é a mais viável.

É possível criar um sistema auto-organizado para a educação primária", sugeriu o professor indiano Sugata Mitra, outro palestrante no congresso. "Quanto mais aprendizagem, maior a qualidade do trabalho e maior o rendimento do funcionário", avaliou o professor inglês Michael Eraut, representante da University of Sussex. Com diversos produtos e serviços de Educação a Distância, o Senai participou do congresso apresentando suas experiências na área. Entre elas, o projeto de Inclusão Digital para Pessoas com Necessidades Especiais, do Departamento Nacional do Senai, chamou a atenção. Na mesa-redonda, o deficiente auditivo Divanildo Pereira de Oliveira, 38 anos, descreveu sua experiência com a EaD. "Me senti muito satisfeito, porque é importante se aperfeiçoar para concorrer no mercado de trabalho", considerou ele, que fez o curso de Qualificação em Informática oferecido pelo Senai Bahia.

Fonte: CM News

Avaliação do Ensino Superior a Distância no Brasil


POR: José Manuel Moran

Estamos numa fase de consolidação da EAD no Brasil, principalmente no ensino superior com crescimento expressivo e sustentado. O Brasil aprende rápido e os modelos de sucesso são logo imitados. Passamos de importadores de modelos de EAD para desenvolvedores de novos projetos, de programas complexos implantados com rapidez. Algumas razões principais para esse crescimento rápido: demanda reprimida de alunos não atendidos, principalmente por motivos econômicos. Muitos alunos são adultos que agora podem fazer uma graduação ou especialização. Com a LDB o Brasil legalizou o ensino superior a Educação a distância pela primeira vez.


Por falta de termos instituições grandes em EAD como em outros países pudemos com a Internet passar do modelo por correspondência para o digital. O brasileiro aprende rapidamente, é flexível, se adapta a novas situações.Ao mesmo tempo a EAD sempre esteve vinculada no Brasil ao ensino técnico, desde a década de 40 com o Instituto Monitor e o Instituto Universal Brasileiro. Depois ao ensino de adultos - os antigos supletivos - com os Telecursos. Por isso ainda resiste o preconceito com a EAD principalmente no ensino superior.

É muito difícil fazer uma avaliação abrangente e objetiva do ensino superior a distância no Brasil, pela rapidez com que ela se expande nestes últimos anos, porque a maior parte das pesquisas foca experiências isoladas e porque há um contínua inter-aprendizagem, as instituições aprendem com as outras e evoluem rapidamente nas suas propostas pedagógicas.O foco nos primeiros anos era a capacitação dos professores em serviço. Depois as licenciaturas, em geral.


Agora os cursos que mais crescem são os de especialização, que encontram um aluno mais maduro, motivado e preparado. A maior parte das instituições utiliza o material impresso como mídia predominante (84%). A Internet vem crescendo, e ocupa o segundo lugar, com 63% de instituições que a utilizam em EAD. O auxílio mais oferecido como suporte aos alunos é o e-mail, com 87%; na seqüência vem o telefone, com 82%; depois destaca-se o auxílio do professor presencial; com 76%; e do professor on-line, com 66%. Alternativas como o fax chegam a 58%; cartas, a 50%; reuniões presenciais, a 45%; e reuniões virtuais, por último, com 44%.A maior parte das instituições começa sua atuação em EAD de forma isolada, e com alcance predominantemente regional.


Mas há atualmente uma evolução forte para a formação de associações pontuais ou mais estáveis, como os consórcios. Há também uma mobilização grande das universidades públicas, que se unem pressionadas pelo governo federal para participar de projetos de formação de professores através da UAB – Universidade Aberta do Brasil e cursos na área de administração em convênio com empresas estatais inicialmente. Há um crescimento gigantesco dos cursos por satélite com tele-aulas ao vivo e tutoria presencial mais apoio da Internet. Uma parte das instituições só oferece os cursos pela WEB.


* um pouco sobre o autor

Doutor em Comunicação pela USP

Professor de Novas Tecnologias na ECA-USP (aposentado).

Diretor Acadêmico da Faculdade Sumaré-SP.

Autor dos livros A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá (Papirus, 2007) e Desafios na comunicação pessoal (Paulinas, 2007) e Co-autor de Novas Tecnologias e mediação pedagógica (12a ed., Papirus, 2006), Educação On-line (Loyola, 2003) e Avaliação da Aprendizagem em Educação On-line (Loyola, 2006).


Uma proposta de uso da Web na Educação



Tema: A poluição ao nosso redor



Ferramentas: MSN. Google Docs (texto). Youtube. Wikipedia. MovieMaker.



Equipamentos: celular com câmera filmadora



Tarefa: verificar na escola e nas imediações da escola a poluição.



Metodologia:
Etapa 1: dividir a turma em 2 grupos
Etapa 2: via MSN, discutirem sobre o roteiro e as atribuições de cada um na equipe. Levantamento de equipamentos.
Etapa 3: via Google Docs, montar o roteiro da filmagem e em outro arquivo, digitar a equipe e suas atribuições.
Etapa 4: o grupo 1 vai filmar o entorno da escola, verificando pontos de acumulo de lixo, poluição sonora (no meio do turno e depois no horário da saída). O grupo 2, fica na escola, e verifica o processo de limpesa e descarte de lixo, antes do intervalo, e filma novamente após o intervalo, e filma antes do encerramento do turno.
Etapa 5: edição e montagem do vídeo, em MovieMaker, para publicação no Youtube.
Etapa 6: pesquisa na Wikipedia, sobre os problemas da poluição e do lixo, para bate-papo com o professor no MSN



Avaliação: Após, o grupo 1 assiste o vídeo do grupo 2 (e vice versa) e cada aluno terá que inserir seu comentário, fazendo uma comparação com o que foi pesquisado e o vídeo do grupo.



Ensino à distância tem boa avaliação do MEC

O Enade, exame do MEC que avalia o ensino superior, comparou pela primeira vez o desempenho de estudantes do ensino à distância com os de ensino presencial. E para surpresa de muitos especialistas, na maioria das áreas focadas, os estudantes à distância estão se saindo melhor do que os estudantes que fazem o mesmo curso de maneira tradicional.

Em sete dos 13 cursos onde essa comparação é possível, alunos da modalidade a distância se saíram melhores do que os demais, de acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo. A educação a distância é aquela em que a maior parte do curso não é realizada em sala de aula, com um professor.

Quando a análise é feita apenas levando em conta os alunos que ainda estão na fase inicial do curso, o quadro é ainda mais favorável ao ensino a distância: em nove das 13 áreas o resultado foi melhor. Nesses casos, turismo e ciências sociais apresentaram a maior vantagem favorável aos cursos a distância. Geografia e história tiveram melhor desempenho no ensino tradicional.

A análise só dos concluintes ainda é limitada porque apenas quatro áreas de nível superior - administração, formação de professores, matemática e pedagogia - já têm concluintes em número suficiente para que seja tirada uma média e comparada com a dos demais.Entre os concluintes, o melhor desempenho para estudantes a distância foi verificado em administração e matemática, enquanto em pedagogia e formação de professores o resultado foi inverso.

Segundo o último Censo da Educação Superior do MEC, relativo a 2005, havia 115.000 alunos matriculados em cursos de graduação a distância - o total de universitários foi de 4,5 milhões. O censo mostra que os cursos despertam pouco interesse. Em 2005, foram oferecidas 423.000 vagas, mas apenas 234.000 estudantes se inscreveram em processos seletivos e, desses, somente 127.000 efetivamente ingressaram nos cursos.

10 Mandamentos do aluno on-line


Os 10 Mandamentos do aluno de educação online


1. Acesso à Internet: ter endereço eletrônico e acesso satisfatório a internet é pré-requisito para a participação nos cursos a distância.

2. Habilidade e disposição para operar programas: ter conhecimentos básicos de Informática é necessário para poder executar as tarefas.

3. Vontade para aprender colaborativamente: interagir, ser participativo no ensino a distância conta muitos pontos, pois irá colaborar para o processo ensino-aprendizagem pessoal, dos colegas e dos professores.

4. Mostrar-se interessado em conhecer seus colegas de turma é muito importante e interessante para todos.

5. Organização pessoal: planejar e organizar tudo é fundamental para facilitar a sua revisão e a sua recuperação de materiais.

6. Vontade para realizar as coisas no tempo correto: anotar todas as suas obrigações e realizá-las em tempo real.

7. Curiosidade e abertura para inovações: aceitar novas idéias e inovar sempre.

8. Flexibilidade e adaptação

9. Objetividade em sua comunicação: comunicar-se de forma clara, breve e transparente é ponto - chave na comunicação pela Internet.

10. Responsabilidade: Ser responsável por seu próprio aprendizado.

Fonte: http://www.moodlebrasil.net/moodle/