O Enade, exame do MEC que avalia o ensino superior, comparou pela primeira vez o desempenho de estudantes do ensino à distância com os de ensino presencial. E para surpresa de muitos especialistas, na maioria das áreas focadas, os estudantes à distância estão se saindo melhor do que os estudantes que fazem o mesmo curso de maneira tradicional.
Em sete dos 13 cursos onde essa comparação é possível, alunos da modalidade a distância se saíram melhores do que os demais, de acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo. A educação a distância é aquela em que a maior parte do curso não é realizada em sala de aula, com um professor.
Quando a análise é feita apenas levando em conta os alunos que ainda estão na fase inicial do curso, o quadro é ainda mais favorável ao ensino a distância: em nove das 13 áreas o resultado foi melhor. Nesses casos, turismo e ciências sociais apresentaram a maior vantagem favorável aos cursos a distância. Geografia e história tiveram melhor desempenho no ensino tradicional.
A análise só dos concluintes ainda é limitada porque apenas quatro áreas de nível superior - administração, formação de professores, matemática e pedagogia - já têm concluintes em número suficiente para que seja tirada uma média e comparada com a dos demais.Entre os concluintes, o melhor desempenho para estudantes a distância foi verificado em administração e matemática, enquanto em pedagogia e formação de professores o resultado foi inverso.
Segundo o último Censo da Educação Superior do MEC, relativo a 2005, havia 115.000 alunos matriculados em cursos de graduação a distância - o total de universitários foi de 4,5 milhões. O censo mostra que os cursos despertam pouco interesse. Em 2005, foram oferecidas 423.000 vagas, mas apenas 234.000 estudantes se inscreveram em processos seletivos e, desses, somente 127.000 efetivamente ingressaram nos cursos.

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